IMS Rio de Janeiro

Fotos Ailton Silva

geraldo de barros
e a fotografia

IMS | Rio de Janeiro | 2014

SESC Belenzinho | São Paulo | 2015

Parceria com Base Urbana
Colaboração de Clara Castro

Curadoria de Heloísa Espada

IMS | Rio de Janeiro

SESC Belenzinho

Concebida inicialmente para a sede carioca do Instituto Moreira Salles, esta exposição apresentou alguns desafios técnicos para o projeto expográfico. Em primeiro lugar, como exibir obras de conservação delicada no espaço transparente e luminoso da casa da Gávea, sem recorrer ao fechamento das fachadas com painéis opacos? Em segundo, como reutilizar os suportes expositivos na remontagem da mostra no galpão do SESC Belenzinho em São Paulo?  

 

A solução foi criar suportes autoportantes e leves que permitissem bloquear a luz apenas nas zonas críticas e serem reutilizados na itinerância. Feitos com perfis metálicos em requadros geométricos, alternando zonas vazadas e opacas, as estruturas dialogam com os suportes expositivos adotados nas primeiras exposições de Geraldo de Barros.

 

Nos ambientes mais expostos à luz, foram posicionadas peças sem necessidade de conservação, como o núcleo com ampliações atuais de fotos da exposição do artista Fotoforma, e noutras com menos transparência os mesmos suportes foram combinados com uma tonalidade escura para as paredes, diminuindo a intensidade luminosa para a exposição de cópias vintage de fotografias e pinturas realizadas nos anos 1940 e 1950. Pinturas de grande formato das duas décadas seguintes foram expostas nas paredes das salas mais fechadas, assim as fotografias ampliadas do núcleo Sobras, realizadas a partir de colagens de negativos realizadas nos anos 1990, estes expostos em vitrines sobre mesas de luz.

 

Na remontagem da exposição no SESC Belenzinho, foi desenvolvido em parceria com o escritório Base Urbana o projeto de uma construção provisória dentro do galpão existente, incluindo paredes, teto e equipamentos de climatização que proporcionassem as condições adequadas de conservação das obras. Os suportes metálicos construídos para a primeira montagem foram inteiramente reaproveitado na segunda, assim como as vitrines e outras peças de apoio.

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